polacodabarreirinha

Poesia, música, gracinhas e traquinagens

quinta-feira, setembro 11, 2008


levando fumo

quando eu morrer não quero choro nem oração
quero pacotes de holliwood
pra levar muito fumo no caixão


serrei até estourar a caixa torácica
o escarro e o pigarro eram a tática
pro meu pulmão não se esparramar pelo chão

cigarro de xepas do cinzeiro alheio eu fi-lo
traguei paióva, bituca e matarrato a quilo
eqüivalho a um quarteirão de nicotina e alcatrão

já enrolei tabaco pra mais de metro
se enfisema fizesse rei, eu tinha coroa e cetro
recordista filão, quebro a marca do milhão

há tosse e sinais defumantes em meu corpinho
alvéolos, brônquios, pleuras, não passam de toucinho
resoluto, baforo no caixão, meu último charuto



Antonio Thadeu Wojciechowski, Rodrigo Barros, Walmor Góes e Roberto Prado


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