
O Marcos Prado foi um amigo muito especial. Durante os quase 20 anos de convivência, produzimos muita coisa em parceria. Era muito comum pegarmos um tema e, em versos, transformá-lo em poemas ou canções. Iniciando as homenagens aos 10 anos de sua morte, até o dia 15 de dezembro, dia do seu nascimento, vou postar algumas de nossas parcerias.
Perfume
Ao olfato cabe o específico
Detectar do aroma exato.
Na memória, um objeto explícito
Ganha cor, gosto, som e tato.
Se na mente o odor não está contido,
É natural que gere uma química fascinante
E o organismo vibre em busca do sentido
Que, fluido, foge à razão volatizante.
Mais do que esse poema, o perfumista diz:
“Do profundo abismo ao inascessível penhasco,
Colhi o que está bem debaixo do seu nariz:
A natureza, em corpo e alma, neste frasco!”
Antonio Thadeu Wojciechowski e Marcos Prado
9 Comentários:
Belíssimo poema, foto engraçadíssima.
Legal, Thadeu
Ab
Fabiano
Algo está me cheirando bem.
Lindinhos
BB
algo cheira mal...é corpo do poeta que se esvai da carne e deleita o ar...
paula
escrever é entregar a própria carne (toda roída). inté
MP não dá troco
Cheira a saudade. Profunda saudade.
Abração
só to vendo isso agooora, já é novembro...que saudade: o q se faz? não consigo postar aqui...já gastei palavras, e elas vão embora e não chegam.
andréa schönhofen
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