polacodabarreirinha

Poesia, música, gracinhas e traquinagens

terça-feira, setembro 13, 2005

Marcos Prado e Thadeu em aventura no mar rumo a ilha de Superagüi.



A voz da tempestade

A voz da tempestade de outubro
Em torno da pequena casa nos juncos
Soa para mim como minha voz.
Confortável, deitado na cama, escuto
Sobre o mar e a cidade
Minha voz.

Bertold Brecht



Borrasca em copo d’água

(...)

Mesmo nesse fim de mar
Qualquer ilha se encontrava,
Mesmo sem mar e sem fim,
Mesmo sem terra e sem mim.

Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias,
há sempre um copo de mar
para um homem navegar.

Jorge de Lima (1895 – 1953)


Eterno retorno

Na verdade
no inverno é que dá
saudade do mar

A onda é
apenas a ponta
do dedo da maré

O mar e
o menino em mim
negam-se a morrer

Domingos Pellegrini Jr.

1 Comentários:

Às 13 setembro, 2005 , Blogger claudiabecker disse...

...e o joelho é da Lea.

 

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